Tire suas dúvidas sobre ajustes em aparelhos auditivos

Quem usa aparelho auditivo sabe que alguns ambientes podem oferecer situações sonoras desafiadoras, mas nada que um ajuste no seu aparelho não resolva. Baseado nas principais dúvidas sobre ajustes em aparelhos auditivos, a fonoaudióloga Jackeline Sampaio preparou um material que vai deixar você por dentro do assunto.

Por que precisamos ajustar aparelhos auditivos?

Os aparelhos auditivos são dispositivos altamente personalizáveis. A perda auditiva de cada pessoa é única, assim como o impacto desta situação na via cotidiana. Por isso, a cada cenário novo que o usuário de aparelhos auditivos experimente, pode haver uma nova demanda: ouvir mais determinados sons, ter mais conforto com certos sons, necessidade de mais compreensão de fala, etc. Com isso, os ajustes são o meio do paciente explicar ao fonoaudiólogo como determinada situação seria melhor se sua audição ali fosse diferente.

O papel do fonoaudiólogo é entender essa queixa, transformá-la em banda de frequência e intensidade e realizar os chamados “ajustes finos”.  Pois diferente de óculos, cuja lente só precisa ser alterada quando o grau da visão piora, no aparelho auditivo os ajustes são necessários mesmo quando o grau da perda auditiva permanece o mesmo.

O paciente consegue fazer ajustes sozinho?

Sim. Atualmente os aparelhos auditivos permitem uma interação do usuário para ajustes de volume e programas padrões através do próprio aparelho auditivo (botões de ajustes) e através de aplicativos no celular.

Na Widex, oferecemos um grande diferencial que é o ajuste com o uso de Inteligência Artificial para encontrar o som perfeito em cada situação de escuta. É o mais alto nível de personalização que um aparelho auditivo pode oferecer. O paciente utiliza seus aparelhos Widex Evoke e o aplicativo Evoke no seu smartphone.

A Inteligência Artificial pergunta ao paciente o que ele quer ouvir naquele momento e lhe apresenta, com base na sua intenção de escuta, 2 padrões de som para que ele experimente e diga qual gosta mais. Após 3 ou 4 combinações, o paciente chega a um som que entrega o melhor ajuste para sua intenção de escuta naquele ambiente acústico.

No caso de ajustes avançados que costumam ocorrer presencialmente, existe alguma saída para o usuário que não pode comparecer presencialmente? Especialmente neste momento de pandemia. Como ficam os ajustes neste caso?

A Widex lançou em 2020 uma ferramenta de ajustes remotos, antes mesmo da pandemia chegar. O Remote Care veio com o propósito de oferecer mais conforto aos usuários de aparelhos auditivos Widex, sendo um facilitador para quem mora em cidades com muito trânsito e possuem rotina agitada, para os que possuem problemas de locomoção, os que viajam muito, os que não querem ter gastos de transporte e estacionamento indo até o centro auditivo.

A proposta é que o paciente entre em uma consulta on-line com seu fonoaudiólogo, sendo que o fonoaudiólogo consegue fazer qualquer ajuste que faria presencialmente, mas de forma remota. A solução tornou-se grande aliada da Widex nesta fase de isolamento social, pois os pacientes que precisam de ajustes ou até mesmo de aparelhos novos, conseguem fazer os atendimentos sem sair de casa.

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Como funciona esse ajuste remoto pelo Remote Care?

São dois passos para o usuário: ele deve utilizar um colar, que se chama Remote Link, e baixar o aplicativo Widex Remote Care em seu smartphone. No horário combinado para a consulta com o fonoaudiólogo, o paciente coloca o colar, abre o aplicativo e clica em “entrar na sessão”. Pronto, ele já está na sala de espera virtual! O fonoaudiólogo também ingressa na sala virtual, mas através de seu computador. Neste momento, por meio de vídeo-chamada, a consulta tem início.

O fonoaudiólogo conecta os aparelhos do paciente em seu computador e realiza qualquer ajuste em tempo real, no ambiente em que o paciente está. Em termos de ajuste e orientações de uso, não há restrição. A restrição fica apenas para exames físicos, como meatoscopia e audiometria, que precisam ser presenciais. Costumo dizer que a maior perda que temos com o modelo de atendimento on-line é o abraço do paciente.

Quais os maiores benefícios que o Remote Care pode trazer para o usuário?

Neste período de pandemia, uma das maiores vantagens é saber se o aparelho auditivo do paciente apresenta problemas técnicos à distância. Quando o aparelho para de funcionar, o paciente precisa sair de casa e levar para a assistência técnica. Porém, muitas das vezes era apenas algum procedimento simples de limpeza ou ajuste de som. Isso pode ser verificado à distância com Remote Care, evitando que o paciente saia de casa quando não precisa.

Além disso, com o Remote Care a experiência de ajustar os aparelhos auditivos foi transformada, pois é a ferramenta que permite ao paciente que o seu fonoaudiólogo esteja lá com ele, independentemente de onde seja.

Por exemplo, quando um paciente está em fase de adaptação com seus aparelhos auditivos, é muito comum ter várias queixas, pois ele passa a ouvir sons que já foram esquecidos e aquilo lhe parece incômodo. Um clássico é o som da torneira! Os pacientes adaptam os aparelhos pela primeira vez, retornam ao centro auditivo dizendo que a torneira incomoda muito, que parece uma cachoeira e o fonoaudiólogo precisa ajustar para lhe entregar mais conforto. Esse ajuste fica às cegas, na tentativa e erro, pois não temos como saber quais frequências essa torneira representa em termos de som. O próximo passo é que o paciente volte para casa e verifique se o ajuste deu certo. Caso não tenha dado, precisa retornar para mais uma tentativa. Dessa forma, acabamos tornando o processo mais cansativo e, às vezes, até frustrante para o novo usuário.

Com Remote Care, o paciente pode entrar na consulta on-line, ir para frente da torneira, abrir, e o fonoaudiólogo, em tempo real, consegue saber através do software de ajuste, quais são as frequências em que o ajuste precisa ser feito. O ajuste é certeiro!

Assim também acontece com pessoas que o paciente não consegue compreender o que dizem, com barulhos que o incomodam ou sons que ele não ouve bem ainda. A experiência de ajuste remoto ampliou os limites do profissional e do paciente, certamente é um modelo que veio para ficar, mesmo quando a pandemia acabar.

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